O limbo previdenciário acontece quando o INSS considera o trabalhador apto e encerra o auxílio-doença, mas o médico do trabalho da empresa o considera inapto para voltar. Resultado: a pessoa fica sem salário e sem benefício.
Quem paga nesse período?
A Justiça do Trabalho tem entendido, em muitos casos, que a empresa deve pagar os salários a partir da alta do INSS, já que o contrato de trabalho volta a produzir efeitos. A empresa pode readaptar o trabalhador em função compatível.
O que fazer
- Apresente-se à empresa logo após a alta do INSS e guarde comprovante dessa apresentação;
- Peça por escrito o resultado do exame de retorno;
- Se continuar sem condições de trabalhar, recorra da decisão do INSS ou entre com ação previdenciária;
- Se a empresa recusar seu retorno sem pagar salário, procure orientação trabalhista.
Duas frentes ao mesmo tempo
O limbo pode exigir atuação na esfera previdenciária (contra o INSS) e na trabalhista (contra a empresa). Agir rápido evita meses sem renda.
Perguntas frequentes
Posso pedir demissão nesse período?
Não é recomendável sem orientação, porque você pode perder direitos importantes.
A empresa pode me demitir no limbo?
Depende do caso. Se o afastamento foi acidentário (B91), há estabilidade de 12 meses após a alta.
Leia também: Prorrogação do auxílio-doença: como pedir
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Conteúdo informativo, atualizado em outubro de 2026. Não substitui a análise individual do seu caso.


